Acordo Mercosul–União Europeia: ganhos econômicos e o desafio da sustentabilidade
Após mais de duas décadas de negociações, a aprovação do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia representa um marco histórico nas relações comerciais internacionais. Trata-se da criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando dois blocos que, juntos, somam mais de 700 milhões de consumidores e uma parcela relevante do PIB global.
O acordo prevê a redução gradual e, em muitos casos, a eliminação de tarifas sobre cerca de 90% dos bens comercializados entre os blocos. Para o Mercosul, isso significa maior acesso a um mercado sofisticado e de alto poder aquisitivo; para a União Europeia, a abertura de um mercado estratégico para seus produtos industriais, serviços e tecnologias.
📈 Ganhos para o Mercosul
Para o Brasil e os demais países do Mercosul, os principais benefícios envolvem:
✔ Ampliação das exportações, especialmente de produtos agrícolas e commodities;
✔ Redução de custos e maior previsibilidade nas relações comerciais;
✔ Estímulo a investimentos estrangeiros e integração a cadeias globais de valor;
✔ Diversificação de parceiros comerciais em um cenário geopolítico cada vez mais instável.
🇪🇺 Ganhos para a União Europeia
Do lado europeu, o acordo favorece:
✔ Maior competitividade de bens industriais, como máquinas, automóveis, produtos químicos e farmacêuticos;
✔ Expansão de empresas europeias em mercados emergentes;
✔ Acesso mais seguro a matérias-primas estratégicas;
✔ Fortalecimento de sua posição como polo global de comércio e tecnologia.
🌱 ESG e sustentabilidade: o grande desafio para as empresas brasileiras
Se, por um lado, o acordo amplia oportunidades, por outro impõe desafios relevantes às empresas brasileiras, especialmente no campo da sustentabilidade ambiental. O tratado está alinhado às diretrizes do European Green Deal e às rigorosas exigências europeias relacionadas a ESG, rastreabilidade, combate ao desmatamento, redução de emissões de carbono e uso responsável do solo.
Na prática, o acesso preferencial ao mercado europeu exigirá alto nível de compliance ambiental, com investimentos em governança, certificações, transparência das cadeias produtivas e adequação a normas como as relacionadas ao desmatamento e ao carbono. Setores como agronegócio, mineração e indústria de base estarão no centro desse desafio.
Embora isso represente custos adicionais no curto prazo, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma exigência regulatória e passa a se afirmar como um fator estratégico de competitividade. Empresas que se anteciparem a essas exigências tendem a ganhar reputação internacional, acesso a novos mercados e melhores condições de financiamento.
✨ Conclusão
O acordo Mercosul–União Europeia vai além da redução de tarifas. Ele sinaliza uma nova etapa de integração econômica, na qual crescimento, comércio e sustentabilidade caminham juntos. Para o Brasil, o desafio será transformar exigências ambientais em oportunidades de modernização, inovação e posicionamento global.
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